domingo, 6 de junho de 2010
Quatro fatos em defesa e em solidariedade à Cuba
terça-feira, 1 de junho de 2010
Até quando, Israel?
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Eleições: entre a cruz e a espada
sábado, 1 de maio de 2010
1º de Maio: a luta que ainda está por começar
“- Sabe por que existe o Dia do Trabalho?”
“- Porque todos os outros 364 dias do ano são do Capital...”
Enquanto no mundo inteiro trabalhadores lutam pra ter mais do que apenas “um único dia do ano”, no Brasil Primeiro de Maio virou festa governista, como sempre pra tentar (em vão) alavancar o insosso nome da candidata governista ao Planalto. Lula se enche pra dizer que é o único Presidente do Brasil a participar da celebração do Primeiro de Maio durante seus mandatos. E o ditador fascista Getúlio Vargas? Este, a exemplo de Lula, assimilou os sindicatos ao Estado ganhando em troca a docilidade submissa das cúpulas das grandes centrais que deveriam representar os trabalhadores, mas que ao invés disso preferem encher os bolsos com o Imposto Sindical. Prova desse “peleguismo” dos grandes sindicatos e do próprio governo que sustentam vem da aprovação do governo Lula pela maioria dos empresários (52%), segundo pesquisa divulgada em 15 de abril pela publicação capitalista Valor Econômico. E se tem alguma coisa que os trabalhadores aprenderam ao longo desses 150 anos de lutas contra o Capital é que o que é bom pro patrão não é bom pro empregado. Isso explica de onde vem o dinheiro pras campanhas eleitorais petistas e pros seus “shows do Primeiro de Maio”! Pão e Circo financiados pelo Capital pra sossegar o Trabalho e eleger seus “companheiros” de terno e gravata.
Pior que isso só mesmo o “presidenciável” José Serra, que sem esconder sua alergia ao mundo do trabalho, preferiu neste Primeiro de Maio ir até Santa Catarina se refugiar em em um “mega-show” evangélico tão corrupto e demagógico quanto o próprio “showmício” dos sindicatos governistas.
Essa triste falta de opção para as eleições de outubro apenas dá uma idéia do tanto que ainda é preciso avançar nas lutas do Trabalho contra o Capital no Brasil. É preciso também vencer as batalhas da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, da defesa dos direitos mínimos já conquistados. Não podemos nos curvar diante das pressões da grande mídia capitalista, sempre pronta a usar argumentos “técnicos” e “econômicos” para “provar” que redução da jornada é “danosa” aos trabalhadores e que “flexibilizar” a CLT “vai gerar mais empregos”. Pode ser, mais qual seria a qualidade desses empregos? Capital se preocupando com Trabalho é como acreditar que a raposa cuidará do galinheiro...
Primeiro de Maio é dia de comemoração, mas também é dia de se lutar por mais conquistas, que jamais serão trazidas por “patrões benfeitores” ou governos e políticos vendidos ao Capital. Somente o trabalhador poderá conquistar aquilo que é seu! Sobretudo quando se trata da maior dessas conquistas, a saber, o pleno poder sobre o produto de seu próprio trabalho. Ou isso, ou a classe trabalhadora seguirá eternamente se esgoelando por migalhas a mais em greves extenuantes e desgastantes lutas de todo o tipo, quando não for pra tentar segurar o pouco que já alcançou. Quem trabalha é o trabalhador, que só poderá ser livre quando tiver conquistado todos os 365 dias do ano para si.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Declaração de voto, de Frei Betto*
Voto este ano, para presidente da República, no candidato decidido a implementar reformas estruturais tão prometidas e jamais efetivadas: agrária, tributária, política, judiciária. E que a previdenciária e a trabalhista não sejam um engodo para punir ainda mais os trabalhadores e aposentados e beneficiar grandes empresas.
Voto em quem se dispõe a revolucionar a saúde e a educação. É uma vergonha o sucateamento do SUS e do ensino público. Segundo o MEC, há 4,1 milhões de brasileiros, entre 4 e 17 anos de idade, fora da escola. Portanto, virtualmente dentro do crime.
Voto no candidato disposto ao controle rigoroso de emissão de gás carbônico das indústrias, dos pastos e das áreas de preservação ambiental, como a Amazônia.
Voto no candidato disposto a mudar a atual política econômica que, em 2008, canalizou R$ 282 bilhões para amortizar dívidas interna e externa e apenas R$ 44,5 bilhões para a saúde. Em termos percentuais, foram 30% do orçamento para o mercado financeiro e apenas 5% para a saúde, 3% para educação e 12% a toda a área social.
Voto na legalização e preservação das áreas indígenas, de quilombolas e ribeirinhos, no diálogo permanente com os movimentos sociais e no repúdio a qualquer tentativa de criminalizá-los.
Voto no candidato que seja contrário à construção de termoelétricas e hidrelétricas nocivas ao meio ambiente. E que dê continuidade à atual política externa, de fortalecimento da soberania e independência do Brasil.
Voto, sobretudo, em quem apresentar um programa convincente de redução significativa da maior chaga do Brasil, que é a desigualdade social.
Este é o meu voto. Só resta achar o candidato.
Autor: Frei Betto
Fonte: Jornal O Dia
* Obs: pense e responda: será que algum dos dois principais "presidenciáveis" (sem falar no próprio Presidente atual!) merecem o voto do Frei Betto? E será que ele conseguirá encontrar um candidato??