domingo, 6 de janeiro de 2013

De que vale a mentira?


Desde que o presidente Hugo Chávez voltou a Cuba para se tratar do seu câncer chama a atenção o tanto que a imprensa opositora tem reforçado a carga de mentiras contra o processo revolucionário venezuelano e seu presidente. Insistem em primeiro lugar, suspeita-se talvez mais desejando do que buscando informar, que Chávez "estaria morrendo" e acusam o governo de "mentir" sobre "o real estado de saúde" do mandatário. Não é a primeira nem a última vez que o matam nos seus delirantes discursos, como fizeram na última cirurgia que Chávez se submeteu. Parece que não se cansam de bancar os bobos, insistindo num ridículo papel de desinformadores da opinião pública que, no fim, só serve para desmoralizar sua oposição à revolução. Seu comportamento, não por coincidência, lembra o tratamento tendencioso que essa imprensa sempre reservou ao amigo de Chávez, Fidel Castro, que praticamente não passa um ano sem que a mídia dos capitalistas o mate nos seu sonhos - por sinal a mesma imprensa dos que o tentaram assassinar (de verdade!) mais de quinhentas vezes!

Porém, a pior de todas as mentiras que tenta espalhar essa grande imprensa, "livre" somente para se amordaçar como simples porta-voz da oposição capitalista, é a de que a Venezuela teria de realizar novas eleições presidenciais caso Chávez não esteja apto a assumir seu mandato no dia 10 deste mês. Para desfazer mentiras de forma contundente, cita-se o artigo 233 da Constituição venezuelana:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer: uma legenda comunista para a história

(fonte: www.pcb.org.br)
 
Os mundos das artes, da cultura do trabalho perderam o legendário arquiteto e comunista Oscar Niemeyer. Figura da maior grandeza, que marcou o século XX com a sua arte e ciência, mas também com as ideias pelas quais lutava com convicção.

O arquiteto comunista, com seus traços, colocou o Brasil na modernidade do mundo. Sua obra marcou a arquitetura na Europa, na África, na Ásia, no Líbano e na América. Sua genialidade se espalhou pelo Brasil em obras que refletiam as curvas, a luz e a suavidade da liberdade no traço do concreto que era erguido pelos trabalhadores, em prol dos quais lutou por toda uma vida. Ao projetar Brasília, Niemeyer afirmava que não bastava criar uma cidade, era preciso mudar o sistema que apartava os trabalhadores de sua obra.

Mas o homem, militante comunista, tinha a estatura de sua obra. Entrou para o nosso Partido em 1945, lutou contra a repressão da ditadura militar, sendo desterrado para a França. Lá militou no Partido dos fuzilados, dos que heroicamente resistiram ao nazismo, o histórico Partido Comunista Francês, sendo o construtor da sede daqueles comunistas.

Sempre esteve ao lado do progresso da humanidade. Apoiou a revolução bolchevique e o Estado operário na URSS, sempre esteve ao lado de Cuba socialista, e quando a revolução democrática e socialista venceu a opressão na Argélia, para lá foi o militante comunista brasileiro, construir universidades e prédios para atender aos interesses dos trabalhadores.

Niemeyer esteve ao lado de gigantes do século XX: foi amigo dos comunistas Fidel Castro, Pablo Neruda, Luiz Carlos Prestes, Jorge Amado, Jean-Paul Sartre e José Saramago. Apoiou todas as lutas dos trabalhadores em seu tempo, militante sempre solidário, altivo e disposto a lutar pelo socialismo.

Quando o nosso Partido foi atacado pelo liquidacionismo, no IX congresso em 1991, lá estava ele, no plenário do auditório da UERJ para dizer: “Enquanto houver miséria e opressão, ser comunista é a nossa decisão”.

Após a ruptura com os liquidacionistas, que viraram as costas para a história, em 1992, Oscar Niemeyer foi eleito o presidente de honra do PCB.

Sua luta, sua história, seu compromisso com o marxismo e o socialismo, assim como a sua arte e ciência marcaram indelevelmente a memória do tempo presente.

Camarada Oscar Niemeyer, presente!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Visões sobre o socialismo que guiam as atuais mudanças em Cuba

Este trabalho identifica as três principais posições, ou visões, do socialismo em Cuba que estão a influenciar as atuais mudanças: a estatista, a economicista e a auto-gestionária.
por Camila Piñeiro Harnecker *
Fonte: www.temas.cult.cu
A forma que vier a tomar o novo modelo cubano dependerá da influência relativa das diferentes maneiras de entender o socialismo e visualizar o futuro de Cuba. Ainda que estas posições ou correntes de pensamento, no geral, coincidam que, a longo prazo, o principal objectivo deve ser uma sociedade mais justa e liberta das dificuldades económicas que hoje enfrentamos, diferem claramente na sua forma de entender a justiça e a liberdade, portanto o socialismo. Em boa medida partilham o sintomático diagnóstico da situação actual, mas identificam diferentes causas de fundo e soluções para esses problemas. Assim, tendem a estabelecer diferentes metas a curto e médio prazo e, ainda mais importante, a propor diversos meios para alcançar estes objectivos pelo que – ainda que nem sempre se reconheça – levam-nos a diferentes estágios.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

James Holmes, um consumidor

Por Carlos Latuff (fonte: Carta Capital)

Novamente o mundo assiste perplexo a mais um massacre nos Estados Unidos. E, novamente, a sociedade estadunidense chora seus mortos. Nenhuma novidade. Lá são inúmeros os casos de pessoas, aparentemente insuspeitas, que planejaram cuidadosamente cada detalhe de uma chacina e a colocaram em prática com itens encontrados em estabelecimentos comerciais.

No dia 20 de julho, um jovem de nome James Holmes, equipado com colete balístico, capacete, máscara contra gases e armado de pistola, escopeta e fuzil, entrou num cinema em Aurora, no Colorado, lançou bombas de fumaça e atirou contra os espectadores matando 12 deles e ferindo outras dezenas. De acordo com a polícia, James Holmes não tinha antecendentes criminais, o que significa dizer que até o dia do massacre James não infringiu a lei, fora uma multa de trânsito em 2011. O jovem não comprou o armamento e a munição das mãos de traficantes ou contrabandistas. Tudo foi adquirido legalmente em lojas estabelecidas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fidel e a Rio+20

Hoje, nesses dias de conferência mundial no Rio de Janeiro, com o tema "desenvolvimento sustentável" na moda lá e em toda parte, políticos, governantes e empresários do mundo inteiro falando da boca pra fora sobre preservar a natureza, combater o aquecimento global, etc, é uma boa hora para relembrar o que há exatos vinte anos atrás o então chefe de Estado de um país pequeno, isolado à força pelo capitalismo, disse quase em tom profético sobre o futuro do meio ambiente, uma voz dissonante na então Eco-Rio-92 a botar o dedo na ferida pra indicar o que é de fato desenvolvimento sustentável.


E com tudo isso, ainda há aqueles mais fanáticos à direita que teimam em dizer que Cuba e a sua revolução socialista nada teriam a acrescentar ao mundo...