sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Independência ou indecência?

No pronunciamento de ontem à noite, Dilma começou enchendo a boca pra dizer que o país "está avançando". Claro que está. Avança no sentido de mais capitalismo, ou seja, mais consumismo, endividamento e empregos precarizados e menos direitos básicos fundamentais para o povo, inclusive com aumento da repressão como no RJ...

Sabe-se lá com que orgulho, a presidenta do PT tem coragem de anunciar no dia da nossa Independência que vai continuar privatizando, entregando ainda mais do nosso patrimônio pros Eikes e pros gringos. Diz ela que isso é preciso "pra atrair mais investimentos". Pergunto: e as centenas de bilhões do nosso trabalho que o governo do PT/PMDB/PCdoB entrega de graça pros banqueiros (a famigerada "dívida eterna"), não seria o suficiente pra esses investimentos?

Mas de longe o pior de tudo é ouvir a Presidenta do Brasil, em pleno Sete de Setembro, vir dizer pra nos alegrarmos porque ela vai entregar de mão beijada pros capitalistas nacionais e estrangeiros o Campo Libra, a reserva de petróleo que é maior do que tudo que o Brasil já produziu, num furacão privatista de botar Thatcher, Pinochet, Yeltsin e FHC no chinelo! Trata-se simplesmente do maior assalto ao patrimônio público de toda a História do mundo, tudo isso feito por um partido que se diz "dos trabalhadores". É o dia da independência convertido no dia da indecência! "Mas alegrem-se brasileiros", diz Dilma, "porque os royalties (fração mínima de todo o valor desse petróleo) já estão garantidos pra educação..."

sábado, 24 de agosto de 2013

Cooperativas não-agrícolas, sementes da autogestão em Cuba!

Fonte: trabajadores.cu e TV cubana*


Em 1º de julho de 2013 entraram em funcionamento as primeiras 124 cooperativas não-agrícolas em Cuba, após a aprovação do início do experimento pelo Conselho de Ministros.

Sua constituição responde às Diretrizes da Política Econômica e Social aprovadas pelo VI Congresso do Partido, incluindo:

- Diretriz 02: o modelo de gestão reconhece e promove, além da empresa estatal socialista, que é a forma principal na economia nacional, as modalidades de investimento estrangeiro autorizado por lei (joint-ventures, contratos internacionais de associação econômica, etc), as cooperativas, os pequenos agricultores, os usufrutuários, os arrendatários, os trabalhadores autônomos e outras formas que, em conjunto, devem ajudar a aumentar a eficiência.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Metrô de SP: corruptores e corruptos


Incrível! Pela primeira vez vê-se a imprensa falar num escândalo de corrupção denunciando os corruptores, e não os corruptos: sim, trata-se do caso das fraudes nas licitações no metrô de SP encabeçadas pela transnacional Siemens. Extremamente importante nesses tempos de banalização do mote "anti-corrupção", porque lembra às pessoas que corrupto não é somente o político, mas também o empresário que compra nossos governantes. Nem transnacionais "respeitáveis" escapam dessa, mostrando que corrupto enfim é o sistema capitalista. Não adianta ter lusão, corrupção só termina com revolução. 

Mas é preciso também denunciar os que se deixam corromper. Será que essa nossa mídia demo-tucanalha vai ter coragem em apontar as responsabilidades dos governantes paulistas que controlam o último grande reduto da oposição de direita no país?

O heroi Snowden e os espiões do Império

Do secretário de relações exteriores estadunidense, sobre as revelações de que seu país (ainda!) usa a internet pra espionar o mundo: "não é nada ilegal, está tudo dentro das leis aprovadas pelo nosso Congresso." No mínimo cômica a ingenuidade com que o representante da potência imperialista admite se acharem donos do planeta. Reproduzo algumas palavras de um sábio comentarista da internet (provavelmente, já fichado pelo serviço secreto!) "Enquanto a ABIN se ocupa de espionar o MST, sindicatos e partidos da oposição de esquerda, agentes da CIA se espalham por todo o Brasil, inclusive fornecendo informações privilegiadas às corporações estadunidenses que concorrem pela compra do nosso pré-sal. (...) Os EUA escolheram ser nossos inimigos." E eu completo: "escolheram ser inimigos do mundo".

Edward Sowden, o programador que denunciou o esquema de espionagem dos ianques mundo afora, bem que merecia ser condecorado como heroi do mundo - isso é claro se ele sobreviver à ira vingativa do Império.

sábado, 13 de abril de 2013

Consumismo: quanto pior melhor?


Essa semana o Governo decidiu zerar impostos sobre celulares com acesso a internet (os tais smartphones), visando aumentar o acesso do povo de baixa renda a tais produtos. É mais uma medida coerente com a estratégia do PT de buscar desenvolver o capitalismo no Brasil, pois isso não só estimula a produção e os lucros como também serve para aumentar a estabilidade e a aceitação da ordem capitalista, inserindo mais brasileiros nela através do consumismo. Os governistas, claro, sempre defenderão tais medidas dizendo que elas "melhoram a vida do povo", acusando os contrários a apostarem no "quanto pior melhor".

Mas afinal, o que é melhor para o povo? É ter mais acesso a supérfluos, e continuar sem (ou com cada vez menos) saúde, educação, saneamento, segurança, sem emprego e moradia dignos? Quanto poderia ser feito nessas áreas prioritárias com as centenas de milhões que o Governo do PT abrirá mão em favor dos "importantíssimos" smartphones? Ou quanto não poderia ser feito desse dinheiro em termos de infra-estrutura, reduzindo por exemplo as intermináveis enchentes que nos assolam, ou permitindo ao país um desenvolvimento econômico completo e diversificado? Ou os governistas acham que vai ser "bom pro povo" se o Brasil continuar um país de doentes e semi-analfabetos e seguir trilhando a "via de desenvolvimento" capitalista que nos mantém simples produtores de carros e bugigangas e exportadores de ferro e soja? Isso mostra que desenvolver o capitalismo, como defendem os reformistas do PT/PCdoB, só é bom pro capitalista e nunca pro povo: na hipócrita inversão governista dos fatos, o "melhor" pra nós é consumir mais supérfluos, se endividar cada vez mais e ter cada vez menos do essencial a uma vida humana digna.