Os embates atuais entre Israel e o Hamas na faixa de Gaza, que já mataram quase dois mil palestinos em um mês de bombardeios israelenses na região, reavivam de maneira explosiva o antigo conflito árabe-israelense e, ao redor do mundo, voltam a contrapor os que defendem os diretos do povo palestino à minoria que defende os interesses do Estado de Israel. Enquanto o mundo condena cada vez mais a reação desproporcional dos ataques israelenses à Faixa de Gaza (dos 1.928 palestinos mortos até a trégua do dia 11, a imensa maioria são civis, com grande parcela de mulheres e crianças, enquanto dos 66 israelenses mortos a imensa maioria - 64 - é de soldados que invadem Gaza) os defensores de Israel, cada vez mais isolados, disparam para todos os lados acusações de “anti-semitismo” aos seus opositores. Trata-se de uma acusação um tanto descabida quando se considera o significado da ideia do antisemitismo, que tem raízes milenares em preconceitos racistas e xenofóbicos contra os judeus, que justificaram desde as perseguições aos judeus na Idade Média até o extermínio em massa destes pelo regime nazista. Tachar de maneira generalizada as críticas à Israel com o nome de “antisemitismo” é uma acusação cínica e bastante útil que serve a poderosos interesses geopolíticos que vão muito além das fronteiras de Israel. Em épocas como essa, a longínqua lembrança de campos de concentração é evocada e o fantasma de Hitler é trazido à tona por tais interesses, que gritando a plenos pulmões, acusam qualquer um que questione minimamente as práticas do Estado de Israel de ser algum tipo de monstro pronto para exterminar todos os judeus da face da Terra. Mas quais são esses interesses? E por que tais interesses confundem, de maneira tão simplista e mecanicista, povo judeu com governo israelense, como se Estado e povo fossem duas substâncias radicalmente indissociáveis? E por que será que o governo dos Estados Unidos sempre apoia tão ferrenhamente o governo de Israel? Em outras palavras, quais as raízes do conflito entre árabes e israelenses, e o mais importante de tudo, será que tal conflito tem uma solução?
terça-feira, 12 de agosto de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Uma flor aos fascistas
Neste 25 de Abril quero oferecer uma flor aos fascistas,
e àqueles que têm no atraso e na morte o seu norte.
A eles ofereço a linda e rubra flor,
O Cravo da Revolução.
O Vermelho da Paz do vitorioso Povo Português.
Pois mesmo que o velho travestido de novo tenha traído os ideais de liberdade, paz e socialismo da Revolução
Sei bem, como disse Chico Buarque, que essa flor deixou uma semente
Semente do amanhã, a Revolução é para sempre jovem!
Que neste 25 de Abril, e para sempre, os cravos sigam calando os canhões do fascismo, do ódio, da violência, do preconceito, do machismo, do racismo, da homofobia, da xenofobia e da exploração, os canhões da desumanização da Humanidade.
E aos sempre velhos de coração,
que desconhecem dos povos a Razão,
que o Cravo da Revolução,
lhes cave a sepultura.
25 DE ABRIL SEMPRE!
segunda-feira, 31 de março de 2014
A ditadura foi mesmo militar?
Neste dia em que se completam exatos 50 anos do golpe que
instaurou a chamada ditadura militar no Brasil, é preciso ser dito que essa
ditadura foi muito mais civil do que alguns estão dispostos a admitir. Seguem
alguns dos inúmeros exemplos de personalidades envolvidas com a ditadura que
deixam claro por que o regime estabelecido pelo golpe de 1964 não foi resultado
do aventureirismo de alguns generais ambiciosos, mas sim a expressão dos
interesses de toda uma classe social, a classe dos capitalistas, que temia o
avanço do socialismo no mundo e viu no golpe a oportunidade de silenciar à
força as lutas de então por mais igualdade e justiça social e de ampliar sua
dominação sobre o povo trabalhador. Não sem coincidência, além do aumento
desenfreado da corrupção e do autoritarismo, o resultado mais óbvio da ditadura
foi o aumento da exploração e da miséria da imensa maioria dos brasileiros – e não
sem coincidência, o resultado de uma “abertura lenta, gradual e segura” como a que
deu fim à ditadura, ao não interferir em nada nas estruturas da propriedade e
do poder econômico existentes, só podia mesmo terminar em um regime “democrático”
como o atual, de miséria, atraso e desigualdade gritantes, onde a polícia segue
matando e torturando o povo nas periferias e onde muitos dos líderes da velha ditadura
seguem no poder.
Albert Boilesen: empresário paulista de origem
dinamarquesa. Fundou o CIEE (Centro Integrado Empresa-Escola), ocupou a
presidência da empresa Ultragás e do Rotary Club de São Paulo. Foi também um
dos principais apoiadores das forças de repressão da ditadura, organizava seus
colegas capitalistas em prol do financiamento da chamada Operação Bandeirante (OBAN),
responsável por perseguir, torturar e matar opositores do regime em São Paulo. Sádico ao extremo,
Boilesen participava pessoalmente das sessões de tortura nos porões da
ditadura. Encontrou a justiça pelas mãos dos guerrilheiros anti-ditadura, que o
executaram em 1971.
José Maria Marin: hoje presidente da CBF, era deputado
estadual em São Paulo em 1975, quando em um inflamado discurso afirmou que a
emissora pública TV Cultura havia se tornado um “antro de comunistas”. Pouco
depois o editor-chefe da emissora, Vladimir Herzog, foi preso e assassinado. A
morte do jornalista Herzog se tornaria um dos principais símbolos do fanatismo
e da brutalidade desmedida da ditadura.
Octávio Frias (jornal Folha de São Paulo), Júlio Mesquita
(jornal Estado de São Paulo), Roberto Civita (Grupo Abril), Roberto Marinho (Globo):
não é segredo para ninguém que a grande maioria dos empresários das
comunicações apoiaram o golpe – e o mesmo sucedeu com os principais órgãos de
imprensa do Brasil atual. Seus meios de imprensa contribuíram decisivamente à campanha
de subversão anti-Goulart, e depois prestaram apoio decisivo à consolidação do
golpe. Mais do que isso, também ajudaram a organizar política e materialmente o
nascimento e a expansão da ditadura. Frias chegou a fornecer ao regime os
carros de seu próprio jornal para servirem de camburão dos perseguidos
políticos. Mesquita foi um dos principais articuladores da aliança
civil-militar que deflagraria o golpe. Já Civita e Marinho encontrariam na
ditadura o apoio necessário para tornar suas organizações dois dos principais oligopólios
da mídia brasileira na atualidade. Hoje ditos defensores da “democracia” e da “liberdade”,
muitos destes órgãos de imprensa sequer dispunham de funcionários da censura em
suas redações, tamanha a confiança que a ditadura depositava neles.
Carlos Lacerda: conhecido por seu anticomunismo fanático,
era governador do Estado da Guanabara (hoje cidade do Rio de Janeiro) na época
do golpe, que ele próprio ajudou a organizar. Esperava com isso ser o novo
presidente do Brasil, mas logo percebeu que os militares não pretendiam lhe dar
o poder, o que o conduziu à oposição ao regime. Morreu em 1977, possivelmente envenenado
pelos mesmos militares que ajudou a empossar.
José de Magalhães Pinto: o então governador de Minas Gerais
foi um dos principais articuladores do golpe. Foi de seu Estado que partiram as
tropas que iniciariam a derrubada do governo Goulart. Antes mesmo do início da
ditadura, Magalhães já se responsabilizara por verdadeiros crimes contra o
povo, como o Massacre de Ipatinga (1963), onde dezenas de trabalhadores da
Usiminas foram chacinados pela PM. Em homenagem ao líder golpista, até os dias
atuais o principal estádio de futebol de Minas Gerais leva o seu nome.
Ademar de Barros: populista e personalista, o ex-interventor da ditadura Vargas em São Paulo e articulador do golpe também acabou se voltando contra os militares. Acabou cassado do governo em 1967 sob alegações de corrupção.
Ademar de Barros: populista e personalista, o ex-interventor da ditadura Vargas em São Paulo e articulador do golpe também acabou se voltando contra os militares. Acabou cassado do governo em 1967 sob alegações de corrupção.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Independência ou indecência?
No pronunciamento de ontem à noite, Dilma começou enchendo a boca pra dizer que o país "está avançando". Claro que está. Avança no sentido de mais capitalismo, ou seja, mais consumismo, endividamento e empregos precarizados e menos direitos básicos fundamentais para o povo, inclusive com aumento da repressão como no RJ...
Sabe-se lá com que orgulho, a presidenta do PT tem coragem de anunciar no dia da nossa Independência que vai continuar privatizando, entregando ainda mais do nosso patrimônio pros Eikes e pros gringos. Diz ela que isso é preciso "pra atrair mais investimentos". Pergunto: e as centenas de bilhões do nosso trabalho que o governo do PT/PMDB/PCdoB entrega de graça pros banqueiros (a famigerada "dívida eterna"), não seria o suficiente pra esses investimentos?
Mas de longe o pior de tudo é ouvir a Presidenta do Brasil, em pleno Sete de Setembro, vir dizer pra nos alegrarmos porque ela vai entregar de mão beijada pros capitalistas nacionais e estrangeiros o Campo Libra, a reserva de petróleo que é maior do que tudo que o Brasil já produziu, num furacão privatista de botar Thatcher, Pinochet, Yeltsin e FHC no chinelo! Trata-se simplesmente do maior assalto ao patrimônio público de toda a História do mundo, tudo isso feito por um partido que se diz "dos trabalhadores". É o dia da independência convertido no dia da indecência! "Mas alegrem-se brasileiros", diz Dilma, "porque os royalties (fração mínima de todo o valor desse petróleo) já estão garantidos pra educação..."
sábado, 24 de agosto de 2013
Cooperativas não-agrícolas, sementes da autogestão em Cuba!
Fonte: trabajadores.cu e TV cubana*
Em 1º de julho de 2013 entraram em funcionamento as primeiras 124 cooperativas não-agrícolas em Cuba, após a aprovação do início do experimento pelo Conselho de Ministros.
Sua constituição responde às Diretrizes da Política Econômica e Social aprovadas pelo VI Congresso do Partido, incluindo:
- Diretriz 02: o modelo de gestão reconhece e promove, além da empresa estatal socialista, que é a forma principal na economia nacional, as modalidades de investimento estrangeiro autorizado por lei (joint-ventures, contratos internacionais de associação econômica, etc), as cooperativas, os pequenos agricultores, os usufrutuários, os arrendatários, os trabalhadores autônomos e outras formas que, em conjunto, devem ajudar a aumentar a eficiência.
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