segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Acreditam em coincidências?

Primeiro vem a Gobo com a sua série de reportagens no Jornal Nacional falando sobre a "realidade cubana", pouco antes da visita de Dilma a Cuba e na mesma época em que surge a história da tal "pobre dissidente" que queria vir pro Brasil pra assistir um documentário anti-Cuba, a ser lançado na mesma cidade onde, este ano, realiza-se o Encontro Nacional de Solidariedade a Cuba (Salvador). Então Dilma vai embora de Cuba, é negado o visto à "pobre dissidente" mais milionária do mundo (vide os "prêmios" em dinheiro dados a dita cuja pelas organizações de fachada do Império estadunidense) e eis que, antes do assunto morrer de vez na boca do povo, o "Jornal da Band" decide lançar em horário nobre outra série de reportagens sobre a "realidade" cubana que, em outro sublime exemplo do que a burguesia entende por mídia "livre e imparcial", promete nas suas próprias palavras falar da "repressão ao povo cubano"... De novo a grande mídia privada, como amante do "plurarlismo democrático" que é, se fechará no monolitismo midiático de só mostrar "um lado" da história, a dos "dissidentes" mais livres do mundo (porque "dissidentes" de uma "ditadura" que nunca lhes prendeu, nunca lhes fez sequer um arranhão). De novo, sobre o que o governo e o povo cubanos têm a dizer em sua defesa, silêncio. 

Toda essa onda de ataques coordenados vêm pipocando na mídia precisamente na mesma época em que se completam 50 anos do infame bloqueio econômico do Império contra Cuba. Alguém aqui acredita em coincidências?

Globo, Bandeirantes, Estadão, Folha, Veja, O Globo e outros jornalões sempre tão empenhados em "denunciar" a "realidade cubana" são empresas privadas. Cuba é o único país do hemisfério ocidental que aboliu a grande empresa privada. São capitalistas falando sobre o país que aboliu a classe capitalista! Coindidência a "imparcialidade"? Ou estariam eles tentando justificar o grande aniversariante do momento, o bloqueio contra Cuba, odioso crime de guerra condenado pela convenção de Genebra? E porque aqui no Brasil? Talvez porque, eles sabem bem, somos hoje um dos maiores parceiros comerciais de Cuba, que aos poucos vem ajudando a furar o bloqueio, causa principal da dita "miséria" material em que Cuba se encontra, "miséria" essa que é o carro-chefe das campanhas de difamação contra Cuba. Difamar para justificar mais ataques contra Cuba, tentando-se inutilmente destruir seu incômodo exemplo, o exemplo do socialismo e da solidariedade entre os povos, a alternativa à dominação de patrões, capitalistas e banqueiros sobre nós, trabalhadores e pessoas comuns, num mundo onde o capitalismo cada vez mais perde o controle sobre si e afunda em suas próprias crises.

Mas deve ser tudo coincidência, deixe dessa de ficar elaborando teorias da conspiração!

A propósito, alguém aqui acredita em Coelhinho da Páscoa ou Papai Noel?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Reflexões de Fidel

Fonte: Granma

"A escolha do candidato republicano para aspirar à presidência desse globalizado e abrangente império, é - digo isso seriamente - a maior competição de idiotices e ignorância que jamais se escutou (...) sabia que seria assim."
Sobre os candidatos das prévias do partido republicano à presidência dos EUA que, entre outras pérolas reacionárias, falam estar torcendo pela morte de Fidel e Raul e têm até defendido abertamente a realização de agressões e atentados terroristas contra Cuba.

"O governo espanhol e a União Europeia, mergulhadas em profunda crise econômica, devem saber a que se ater (...) Ocupem-se primeiro de salvar o euro se puderem, resolvam o desemprego crônico de que em número crescente padecem os jovens, e respondam aos indignados sobre os quais a polícía arremete e golpeia constantemente."
Em resposta à Europa e em especial ao novo governo conservador espanhol, que não por coincidência, ao invés de resolverem os graves problemas de seu povo, tentam desviar a atenção lançando nova onda de ataques contra a Revolução Cubana.

Pergunta: por que será que os capitalistas, ao invés de cuidar do próprio nariz, têm essa obsessão em falar mal de Cuba? Seria o peso na consciência por saberem que, com essa crise mundial do capitalismo, Cuba e o socialismo se tornam um exemplo ainda maior (e mais perigoso) para os povos do mundo?

domingo, 30 de outubro de 2011

...e deu Cuba outra vez

E mais uma vez deu Cuba na frente do Brasil nos Jogos Panamericanos. Dessa vez em campo neutro, o Pan de Guadalajara viu a pequena nação caribenha, aquela mesma que a mídia capitalista chama de "miserável e falida", cravar dez ouros a mais do que a tão falada "potência emergente" tupiniquim. À frente do Brasil, Cuba ficou em segundo no quadro de medalhas, só sendo superada pela superpotência estadunidense.

É importante dizer que não se trata de estabelecer uma pretensa rivalidade entre cubanos e brasileiros, como tenta fazer o COB (o mesmo, aliás, que vive de apoiar Brasil afora federações esportivas corruptas e desperdiça pelo total descaso o potencial de nossos atletas, verdadeiros heróis da persistência).

Deixando de lado nacionalismos infantis, a pergunta que não quer calar é simples: como pode um país tão pobre e pequeno, isolado à força por 52 anos de bloqueio estadunidense, fazer tanto? A resposta se dá em uma palavra: socialismo. Socialismo que representa a toda uma juventude a oportunidade de desenvolver ao máximo as suas potencialidades (seja nos estudos, na cultura ou nos esportes), porque o que importa na sociedade socialista não é o lucro, mas  sim o ser humano. Onde o lucro é importante, o que resta à juventude são o desemprego, a desocupação e a falta de oportunidades que conduzem às drogas e à criminalidade.

Ah, se o Brasil também fosse socialista...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Em quem acreditar?

Há vezes em que se torna difícil, pra não dizer impossível, decidir de que lado ficar em certas disputas de poder, especificamente quando não há "inocentes" entre as partes em conflito. Este parece ser o caso na queda-de-braço entre o Ministro do Esporte, Orlando Silva, e a grande imprensa (capitaneada pela revista Veja) que o acusa de envolvimento em escândalos de corrupção.
 
Fato é que o partido do ministro, o PCdoB, não é nem um pouco digno de confiança (um partido que comanda os leilões de privatização do nosso petróleo e altera o código florestal em benefício do agronegócio, e que ainda assim tem a cara de pau de se dizer "comunista", já provou ser maquiavélico o suficiente para fazer qualquer coisa, inclusive roubar "em nome do socialismo"). Mas por outro lado, a baixeza de caráter do acusador e da revista que lhe dá voz põem em xeque a imparcialidade da acusação. De uns anos para cá a revista Veja acostumou-se a sair lançando acusações impunemente, nunca com provas, apenas apresentando "denúncias" temperadas com o seu já mais que característico repertório de "gravações" comicamente apresentadas por escrito. Se alguém gravou de verdade a ligação de terceiros, sem contar que isso é crime, pouco importa. Importa ao tablóide dos Civita vender notícia e, claro, estar sempre batendo em um governo que, por puro fanatismo conservador, eles jamais engoliram.

Fica difícil saber de que lado está a verdade. Se, por um lado, tanto o PCdoB quanto o governo Dilma inspiram cada vez menos confiança perante a classe trabalhadora por seu total comprometimento com o grande capital, além é claro por recorrerem cada vez mais à prática da corrupção, por outro lado, talvez por suas origens "vermelho-terroristas", este governo tampouco inspira confiança a certos setores do grande capital, incluindo aí a nossa "livre imprensa".

Mais uma vez a sabedoria popular diz tudo: é o sujo falando do mal-lavado.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Momento histórico: o capitalismo é questionado no seu centro.

Diz o cartaz: "Ninguém é mais irremediavelmente escravizado do que aqueles que falsamente acreditam que são livres." Goethe

Quando da queda do muro de Berlim, há duas décadas, ideólogos burgueses decretaram cinicamente o "fim da História", afirmando que o capitalismo e a sua "democracia" representativa seriam eternos e imutáveis. Desde então, apesar do capitalismo (com suas relações de propriedade e sua ideologia) terem se expandido de forma a dominar praticamente a totalidade do planeta, de tempos em tempos a História tem dado mostras contundentes de que ainda está bastante viva, apontando de forma implacável as inúmeras rachaduras e falhas estruturais que tendem a pôr abaixo o edifício do capital, junto com as esperanças dos que pretendem perpetuar a submissão humana ao mercado e à lógica do lucro. Nesse sentido, poucos acontecimentos foram tão contundentes quanto o que vem ocorrendo há semanas em Nova York, mais precisamente nas imediações de Wall Street, o coração do sistema financeiro estadunidense (ou seja, o coração do sistema capitalista internacional), onde uma gigantesca onda de passeatas convocada via internet por grupos anti-capitalistas ousa questionar a ganância corporativa, a desigualdade crônica, os privilégios dos grandes banqueiros e capitalistas e a corrupção do sistema político representativo como um todo. O movimento apenas ganhou força e notoriedade por conta da reação truculenta da polícia nova-iorquina, que vem usando violência excessiva contra os manifestantes: só no domingo, cerca de 700 ativistas foram presos de uma vez. Como resposta, movimentos semelhantes já começam a se erguer por diversas cidades do país, todos com o mesmo intuito de repudiar a ordem político-econômica vigente.