por Jorge Figueiredo*
É um dos paradoxos da nossa época que a
questão mais importante do século XXI, aquela que vai marcar a nossa
geração e todas as que hão de vir, seja quase totalmente ignorada pela
maior parte dos mass media, dos responsáveis políticos, dos economistas e
a generalidade da população. Refiro-me ao Pico de Hubbert, ou Pico
máximo da produção petrolífera possível no mundo.
Se o petróleo barato e abundante
permitiu o desenvolvimento acelerado do mundo no século XX, a situação
de penúria no século XXI anuncia um quadro económico totalmente
diferente pois não existe qualquer substitutivo para a quantidade de
petróleo agora (ainda) consumida pelo mundo (cerca de 85 milhões de
barris por dia).



